Maradona, muito melhor que Pelé, pelo menos no que mais importa, morreu nesta quarta-feira, 25, em Buenos Aires.

Foi Maradona quem disse uma das frases mais mais lindas, singelas, honestas que um jogador de futebol já pronunciou, impensável para um astro do futebol moderno: “ganarle a River es como que tu mamá te venga a despertar a la mañana con un beso”.

Há menos de um mês, no dia 30 de outubro, este Come Ananás comemorou o aniversário de 60 anos de El Diez:

“Desde que deixou o miserável bairro bonaerense de Villa Fiorito para se tornar “El Diez”, são décadas e mais décadas de um estrelato durante o qual Maradona foi capaz de tudo um pouco – e, como se sabe, às vezes muito – , mas incapaz de ignorar as injustiças históricas que infelicitam a sua América Latina”.

“Yo me equivoqué y pagué, pero la pelota no se mancha”, disse Maradona num histórico discurso em La Bombonera.

“La pelota no se mancha” virou refrão do hino da Igreja Maradoniana.

O cineasta sérvio Emir Kusturica abriu o documentário que filmou sobre Maradona com uma frase de Charles Baudelaire: “Deus é o único ser que, para reinar, não precisou existir”.

Pois Maradona não existe mais, não seu corpo tatuado de Fidel e do Che.

“A bola não se suja”. Morreu Maradona, mas desse mal Maradona não morreu.

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