Na noite de ontem, em meio ao espanto generalizado com o fiasco do leilão da ANP, este Come Ananás mostrou que as “supermajors”, como são chamados os grandes conglomerados petroleiros do planeta, já vinham indicado há semanas que não dariam lances por campos do pré-sal no leilão de “cessão onerosa”, regime de exploração que prevê possibilidade de indenização de até R$ 120 bilhões à Petrobras.

Come Ananás mostrou, ainda, que por trás do “fiasco” do leilão parece ter existido uma ação coordenada das “supermajors”, um boicote – ou um cartel – visando pressionar o governo Bolsonaro por ainda melhores condições para as companhias transnacionais no processo já demasiadamente escandaloso de entrega do pré-sal. Come Ananás lembrou e ressaltou, por fim, que Jair Bolsonaro e sua cria Paulo Guedes se comportam diante do grande capital internacional como viciados abstinentes no balcão de uma casa de penhores.

Pois ainda ontem, a jato, o blog de João Borges, da Globo News, informou que “o governo já começou a discutir mudanças nas regras para os leilões para exploração de petróleo nas áreas do pré-sal, com o objetivo de estimular a competição entre as empresas interessadas”.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse a João Borges que está na mesa até mesmo a revogação do regime de partilha, com a adoção do regime de concessão para todas as áreas a serem leiloadas. Em relação aos campos de Sépia e Atapu, que não receberam ofertas no leilão da cessão onerosa, Albuquerque disse que o governo vai buscar um “aperfeiçoamento” para levá-los a leilão outra vez, e sinalizou com “parâmetros” para a indenização à Petrobrás.

Viciados abstinentes, no balcão de uma casa de penhores.

Deixe um comentário

Deixe um comentário