Era uma sexta-feira 13 quando Jair Bolsonaro entrou com um pedido de impeachment contra Dilma Rousseff

Era uma sexta-feira 13 quando Jair Bolsonaro entrou com um pedido de impeachment contra Dilma Rousseff
(Palmas - TO, 12/12/2019) Cerimônia Alusiva à Visita do Presidente da República ao Estado do Tocantins. Foto: Isac Nóbrega/PR

No dia 13 de março de 2015, uma sexta-feira de mau agouro para o Brasil, o então deputado Jair Bolsonaro protocolou na Câmara um pedido de impeachment da então presidente da República, Dilma Rousseff.

A Folha de S.Paulo se animou para publicar logo, no meio da notícia sobre o pedido de Bolsonaro, um infográfico sobre “como funciona o processo para tirar um presidente do poder”.

Era o primeiro pedido de impeachment contra Dilma feito por um parlamentar. Dois dias depois, no domingo, 15 de março, aconteceram grandes manifestações de rua contra Dilma em todo o país.

Também naquela sexta-feira, 13 de março de 2015, disse o então vice-presidente da República, Michel Temer, num evento do Judiciário em Belo Horizonte:

“A história do impeachment, eu nem falo dela. Porque é uma coisa, ao meu modo de ver, absolutamente inviável e impensável. Isso é uma quebra da institucionalidade, que não é útil para o país. Se o país passa uma ou outra dificuldade, você supera esta dificuldade, mas não pensa nessa hipótese”.

Pouco mais de um ano depois, no dia 17 de abril de 2016, Bolsonaro votava na Câmara pela abertura do processo de impeachment contra Dilma: “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”.

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