Reprodução: Twitter.

No início de novembro, este Come Ananás mostrou numa série de três artigos que estavam bem ali, em dois vídeos divulgados pelo próprio Carlos Bolsonaro, nos vídeos em que ele roda arquivos de áudio da portaria do condomínio Vivendas da Barra, estavam bem ali indícios de que Carlos estava manipulando, pelo menos em um dos sentidos da palavra, provas do caso Marielle.

Os vídeos foram feitos a título de contraditar reportagem exibida no dia 29 de outubro no Jornal Nacional, a reportagem que mostrou que um porteiro do Vivendas havia anotado e confirmado à polícia autorização de “Seu Jair” para a entrada de Élcio de Queiroz, um dos assassinos de Marielle, no condomínio no bem no dia do crime.

O primeiro vídeo foi exibido apenas horas depois de Jair Bolsonaro aparecer fora de si numa live em que gritava, entre outras coisas: “esse é o orgasmo da TV Globo, ver um filho meu preso?”.

Come Ananás publicou os dois primeiros artigos da série nos dias 2 e 3 de novembro. No momento em que publicávamos, o primeiro artigo, Jair Bolsonaro confessava crime de obstrução da justiça, dizendo que “pegamos lá” os arquivos de áudio da portaria do condomínio. No fim do segundo artigo, dizíamos:

“É absolutamente espantoso que, diante da confissão de Bolsonaro neste sábado, 2 de novembro, de que se apropriou dos arquivos de áudio da portaria do condomínio, isto aliado ao que este Come Ananás mostrou neste sábado também, que os arquivos aparentemente foram de alguma maneira manejados, é absolutamente espantoso, dizíamos, que ainda ontem o Ministério Público não tenha corrido atrás de um mandado judicial para ir ao número 3100 da avenida Lúcio Costa, na Barra, a fim de apreender a máquina que guarda a memória do vaivém no condomínio. O computador da administração do Vivendas da Barra é o novo Fabrício Queiroz”.

No dia 7 de novembro, só no dia 7 de novembro, a polícia do Rio apreendeu o computador do Vivendas da Barra. No dia 9, publicamos o terceiro artigo da série.

Cinco dias depois da apreensão do computador, no dia 12, Carlos Bolsonaro apagou suas contas nas redes sociais e tomou um chá de sumiço. Nesta quarta-feira, 20, o jornalista Kennedy Alencar informou que Carlos é considerado pela Polícia Civil do Rio suspeito de participação no assassinato de Marielle Franco – uma “hipótese nova”.

Os links para os três artigos de Come Ananás sobre os indícios de manipulação dos arquivos de áudio da portaria do Vivendas da Barra estão logo abaixo.

Primeiro artigo:

Segundo artigo:

Terceiro artigo:

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