Foto: Lucas Figueiredo/CBF.

Os repórteres Pedro Lopes e Ricardo Perrone adiantam neste domingo, 27, no UOL, que a CBF encaminhou à justiça um documento que “prova” que o risco de contaminação de jogadores, membros de comissões técnicas e funcionários administrativos dos clubes pelo vírus da Covid-19 em jogos de futebol é “rara”.

Segundo os repórteres do UOL, que viram o documento, a CBF diz que mesmo em partidas em que um dos clubes registram surto de Covid-19 “não há contaminação dos adversários ou dos funcionários que trabalham nos jogos”.

Milagre!

Edir Macedo e Silas Malafaia acabam de ganhar a concorrência de Rogério Caboclo, presidente da CBF, e Walter Feldman, secretário-geral da dita-cuja. “Aqui é o lugar de maior proteção” contra o coronavírus, chegou a dizer Malafaia, em março, referindo-se à sua igreja na Penha, Rio de Janeiro. O Caboclo parece, agora, dizer algo assim sobre outros templos, os do futebol – os estádios, desculpe, “arenas”.

O documento foi encaminhado pela CBF ao TRT-RJ para tentar reverter a decisão tomada neste sábado, 26, pelo juiz Filipe Olmo de Abreu Marcelino, que suspendeu a partida marcada para este domingo entre Palmeiras e Flamengo por causa de nada menos que 33 casos de Covid-19 entre jogadores, comissão técnica e funcionários administrativos do clube.

O TRT-RJ negou neste domingo o recurso do Mengão.

Atualização (27.set.2020, 17h30):

A minutos da hora marcada para a partida entre Flamengo e Palmeiras, o TST reverteu a decisão do TRT-RJ, e os times entraram em campo.

No sábado o Fluminense anunciou que nove jogadores do seu elenco testaram positivo para Covid-19. Raros, isto sim, são os clubes de futebol das séries A, B e C que passam uma única rodada sem anunciar desfalques de infectados. Mas a CBF diz à justiça que a taxa de positividade para a Covid-19 no Brasileirão está hoje “próxima de zero”.

CBF: C de ‘charlatanismo’

Seria mais um poder do futebol, salvar do vírus, além de livrar dos maus caminhos da vida e moldar o caráter, vide Caio Ribeiro, Felipe Melo, Neymar?

Em março, início da pandemia, a arena, desculpe, a Igreja Catedral Global do Espírito Santo, do Rio Grande do Sul, chamou os fiéis aos cultos prometendo “o poder de Deus contra o coronavírus”. O Ministério Público gaúcho classificou a garantia como crime de charlatanismo ou curandeirismo.

Walter Feldman é médico…

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