Reprodução: Twitter.

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A coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, informa que Thabata Ganga, candidata a vereadora em São Paulo pelo PDT, foi apelidada no partido de “Thabata do bem”, em contraponto a Tabata Amaral, “do mal”.

Eleita deputada federal em 2018 pelo mesmo PDT de São Paulo, Tabata “do mal” hoje vive às turras com a legenda por, que surpresa – foi financiada para a política por Jorge Paulo Lehmann -, ter se revelado bem menos “do bem” do que uma jovem de origem modesta que sonhava ampliar a democracia via tecnologia e empreendedorismo, em vez de trilhar e seguir o caminho das lutas sociais.

Tabata, a sem agá e “do mal”, votou a favor da reforma da previdência e não tardou em engrossar as fileiras dos que se repetem no discurso de que é a “polarização” entre direita e esquerda a origem de todos os males que castigam o Brasil, dando sua valorosa contribuição para normalizar o governo Jair Bolsonaro.

Pois o que propõe a Thabata Ganga, com agá e “do bem”, aposta do PDT para a vereança paulistana? Ela propõe “incentivo ao empreendedorismo tecnológico” (“as comunidades poderão até abrir negócios”); “cultura do empreendedorismo” para melhorar renda e saúde da população; “tecnologia e inovação” contra violência e pobreza, talvez, quem sabe, novos filtros do Instagram para transformar preto morto em preto vivo e barraco de papelão em uma casa decente de viver, de ver na tela do smartphone, muito engraçada, na rua dos bobos número zero.

E, nas redes sociais, Thabata Reloaded, filha de pais que só puderam estudar depois dos 40 anos, já grita contra um tal “gabinete do ódio da esquerda” contra a candidatura no Rio da sua correligionária Martha Rocha, com agá também, cujo slogan de campanha é “chame a delegada”.

“É de dar nojo”, diz Thabhatah Ghanghah.

Mas haverá sempre quem irá se dizer estupefato, amanhã ou depois, quando “descobrirem” que nenhum agá de hiper descolado irá nos redimir, e isso sim é de dar ânsias.

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