Foto: Filipe Araujo.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu e a juíza Vania Mara Nascimento Gonçalves, da Vara da Infância, Juventude e do Idoso de Teresópolis, determinou nesta quarta-feira, 30, o retorno imediato das aulas presenciais do ensino infantil e fundamental na cidade da região serrana do Rio, que fica a cerca de hora e meia da capital.

Por incrível que pareça, a parte mais insólita desta notícia não é que, em seu pedido, o MPRJ evocou que pediu a liberação das aulas em Teresópolis em nome do direito à saúde: “pela necessidade de colocar fim à situação de risco, com a violação a direitos fundamentais de crianças e adolescentes não só à educação, mas também à saúde, à convivência comunitária e escolar, à cultura, ao lazer, à liberdade, à segurança alimentar e à dignidade”.

A parte mais insólita da notícia da liberação da volta de crianças e adolescentes às escolas em Teresópolis é que ela aconteceu no dia exato, preciso, justo na data em que a cidade atingiu a taxa de 100% de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com covid-19, o que não acontecia desde maio.

Mas a juíza Vania, pisando em astros, se não em corpos, manifestou-se em sentença que “toda a criança e adolescente tem direito ao acesso à educação, lazer, esporte, cultura e convivência comunitária”.

Assim, como quem vive na mais perfeita normalidade sanitária.

Na cidade do dedo de Deus, diz, feliz, o Sars-CoV-2: “vinde a mim os pequeninos”.

Na cidade do dedo de Deus, o dedo da Justiça, leitor, é o do meio.

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