‘Doutrina Nacional de Operações Especiais’, o super Bope de Sergio Moro

‘Doutrina Nacional de Operações Especiais’, o super Bope de Sergio Moro
Troféus do "Desafio Caveiras Brasil", organizado pelo Ministério da Justiça em Brasília.

Começou na última segunda-feira, 25, e termina nesta sexta, 29, o primeiro “Desafio Caveiras Brasil”, espécie de olimpíada dos Bopes, batalhões de operações especiais da PM de todo o país.

Organizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, o “Desafio Caveiras Brasil” parece, porém, ser algo mais que mera competição, inocente confraternização, recreação das “tropas de elite” dos estados da federação.

A coisa parece, na verdade, treinamento e formação de uma tropa de “Caveiras” nacional, uma espécie de super Bope federalizado, para atuar como complementação ou, no limite, para substituição da Força Nacional de Segurança Pública, que foi criada em 2003, no governo Lula, com inspiração nas missões de paz da ONU.

Lula, paz e ONU, porém, não são lá figura, ideia e entidade que combinem com qualquer coisa subordinado a Sérgio Moro e a Jair Bolsonaro. “Caveiras”, sim.

Um seminário com Moro

O “Desafio Caveiras Brasil” acontece mesmo no Batalhão Escola de Pronto Emprego da Força Nacional, em Brasília, onde ao longo desses dias estiveram reunidos 115 “caveiras” de 20 estados.

Nesta quinta-feira, 28, porém, parte da programação do “Desafio Caveiras Brasil” aconteceu no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foi o “I Seminário Técnico de Operações Especiais do Brasil”, que reuniu os comandantes dos Bopes participantes do “desafio”, o secretário nacional de Segurança Pública, General Guilherme Theophilo, parlamentares como o Major Vitor Hugo, líder do governo Bolsonaro na Câmara e, ele, Sergio Fernando Moro.

‘É, parceiro…’

Na última segunda, na abertura da “competição”, pois sim, o General Theophilo, vestia uma camisa preta com a estampa de uma caveira verde com a bandeira do Brasil no osso frontal e uma faca enfiada no parietal.

“O momento é de integração e o objetivo é que todos os Operações Especiais tenham habilidades de atuar em qualquer parte do país, sem esquecermos, obviamente, da troca de conhecimentos entre os 115 policiais participantes. Afinal, o que menos importará aqui será o campeão”, disse o General Theophilo sobre, digamos, o espírito olímpico.

O general também falou na criação de uma “Doutrina Nacional de Operações Especiais das Polícias do Brasil”.

Pegue um super Bope nacional, junte com excludente de ilicitude, adicione uma GLO, leve ao forno e aguarde. Como diria o capitão Nascimento de José Padilha e Wagner Moura, “é, parceiro…”.

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