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Há quase um ano, no dia 10 de novembro de 2019, Evo Morales era “renunciado” da presidência da Bolívia por um consórcio golpista que reuniu, que novidade, o que há de mais reacionário das velhas classes dominantes semicoloniais e a nova “onda conservadora” latinoamericana – a rigor, mundial.

Há poucos dias, um dos principais artífices do golpe na Bolívia, Carlos Mesa, que foi candidato à presidência do país nas eleições deste domingo, 18, disse que o partido MAS, de Evo, ameaçava não respeitar uma eventual derrota nas urnas, exatamente o que Carlos Mesa e seus sócios de ocasião fizeram um ano atrás…

Pois Luis Arce, ex-ministro da Fazenda de Evo Morales, venceu a eleição para presidente no primeiro turno, de maneira acachapante, com 52% dos votos, sem deixar margem para intentos golpistas renovados.

Evo Morales comemorou no exílio. Da Argentina, felicitou seu candidato pela vitória. Com anos de atraso. Talvez o povo boliviano tivesse sido poupado deste ano de marcha para trás se Evo, na última eleição ou antes, tivesse aberto espaço para outra liderança progressista, depois de tantos anos sem tirar o rabo do poder, em franca contradição, aliás, com os princípios democráticos que advoga.

Como o povo argentino, aliás, foi poupado de mais quatro anos de arrocho macrista graças, muito provavelmente, à decisão de Cristina Kirchner de abrir alas para a liderança de Alberto Fernández desde logo começaram as movimentações sucessórias de 2019 no país vizinho.

Feliz da Argentina, na medida do possível, porque hoje, no meio de uma pandemia mortífera, tem governo, em vez de desgoverno. Feliz da Bolívia, que reverteu um golpe de Estado menos de um ano depois.

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