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O jornalista Joe Sacco, natural de Malta e radicado em Seattle, EUA, é internacionalmente conhecido por fazer jornalismo em quadrinhos. Suas grandes coberturas são do Oriente Médio, como foram aquelas de um dos mais importantes repórteres contemporâneos, Robert Fisk, que morreu neste domingo, 1º de novembro, aos 74 anos de idade.

Na introdução do seu livro intitulado justamente “Reportagens”, Joe Sacco dá um show de lucidez e um punch nos “isentões” de plantão na imprensa do Brasil e do mundo, e acorre a Fisk:

“Tenho interesse sobretudo por aqueles que raramente são ouvidos, e não creio que caiba a mim equilibrar suas vozes com as apologias bem escovadas dos que detêm o poder. Os poderosos geralmente estão muito bem servidos pela mídia massiva ou pelos órgãos de propaganda ideológica. Os poderosos têm que ser citados, é claro, mas para que seus pronunciamentos possam ser avaliados diante da verdade, não para obscurecê-la. Se acredito que o poder faz as pessoas mostrarem o que têm de pior, já observei que aqueles que ficam na ponta da miséria também não são inocentes por completo, e é isso que me empenho em reportar. Creio que o jornalista britânico Robert Fisk seja quem melhor resume a equação: “sempre digo que os repórteres devem ser neutra e imparcialmente a favor daqueles que sofrem”.

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