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“Vê-lo derrotado não configura questão partidária, nem se reduz ao âmbito norte-americano, mas convém ao mundo inteiro”, diz a Folha neste domingo, 8, em editorial sobre a derrota de Trump, repetindo “palavras expressas neste espaço” quatro anos atrás, às vésperas da eleição de 2016 nos EUA.

Valeu a lembrança, porque às vésperas da eleição de 2018 no Brasil, com tudo indicando um lugar no segundo turno para quem já era internacionalmente conhecido como o “Trump dos trópicos”, a Folha publicou seu famigerado editorial “A Hora do compromisso”, no qual dizia que “as duas candidaturas mais competitivas” incorriam em “acenos a ideias autoritárias” e ameaças è Democracia.

“Perpassam as campanhas dos dois líderes nas pesquisas desejos de intimidar a imprensa, de reduzir o poder do Congresso e de alterar por meios oblíquos o modo de funcionamento do Supremo Tribunal Federal”, dizia a Folha dois anos atrás.

Já era risível, para não chorar, naquela época. Hoje, à luz de tudo o que já passou no desgoverno Bolsonaro, nem se fala: comparar a candidatura de Jair Bolsonaro e a de Fernando Haddad, representante de um partido político que governou o país durante mais de uma década sob a mais absoluta normalidade democrática e respeito institucional, acatando as regras do jogo até mesmo quando elas foram flagrantemente rompidas, no golpe de 2016.

“Cafajeste”, “bravateiro populista”, “sabotador”, diz a Folha, sobre Trump, trucidando cachorro morto no editorial deste domingo, intitulado “Já vai tarde”.

Já sobre o vira-lata vivo, diz a Folha no mesmo editorial: “há tempo de o presidente brasileiro completar o ajuste necessário em sua administração”.

A Folha sendo a Folha: “cafajeste”.

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