Foto: reprodução/Facebook.

Poucos dias após Donald Trump dizer ao cidadão estadunidense que “não tenha medo” do coronavírus, Jair Bolsonaro disse a uma cidadã que atende por Alessandra que, “se pegar um dia, não fique preocupada”.

“Não senti nada. Nem uma gripezinha. Zero. Zero. Nada”, disse ainda Bolsonaro em transmissão por redes sociais feita neste sábado, 10, dia em que o número de mortos pela covid-19 no Brasil chegou a 150 mil.

De zero, zero, nada no último 11 de março – a primeira morte por covid-19 no Brasil aconteceu no dia 12 daquele mês – a 150 mil sete meses depois. O Brasil é hoje o segundo país do mundo com mais mortes pela doença. O topo do ranking macabro é do país do ventriloquista Trump.

Bolsonaro cometeu mais este crime contra a saúde pública no Forte dos Andradas, no Guarujá, onde o boneco de ventríloquo que ocupa a presidência desta várzea aproveita o fim de semana dos 150 mil mortos às gargalhadas com uma ilustre desconhecida que usa máscara, sim, mas uma máscara “anticomunista, anti-PT e anti-PSOL” estampada com a foto do seu “mito”.

E a Alessandra?

Já a Alessandra, bem, a Alessandra está entre os 40% de brasileiros que aprovam o governo Bolsonaro (“ótimo ou bom”).

Moradora da Baixada Santista, administradora de uma página no Facebook chamada “Liga da Justiça”, Alessandra Guimarães, segundo consta, foi convidada para a live com Jair pelo próprio Bolsonaro, via comentários do Facebook. Bolsonaro disse que “ela apresentou o print na portaria e chegou até aqui onde eu estou”.

Chegou, a Alessandra, fácil, fácil até o presidente do Brasil, via print, e, via presidente do Brasil, foi logo parar na boca do povo, tal e qual as guidelines de Donald Trump.

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