Grupo de professores ‘anti-esquerda’ tem debandada por causa de… mensalidade

Grupo de professores ‘anti-esquerda’ tem debandada por causa de… mensalidade
Marcelo Hermes Lima, presidente da associação Docentes Pela Liberdade, e Jair Messias Bolsonaro, presidente desta várzea.

A associação Docentes Pela Liberdade (DPL), que tem emplacado membros em cargos no governo Bolsonaro, que prega “romper com a hegemonia da esquerda” na educação brasileira, e cujo símbolo lembra muito o logotipo do Departamento de Estado americano, esse grupo acaba de perder cerca de 40 membros de uma tacada só.

Segundo o presidente do DPL, o “direitista e professor de bioquímica” da UnB Marcelo Hermes Lima, a debandada “de umas 40 pessoas” aconteceu porque a associação passou a cobrar mensalidade obrigatória.

O site do DPL informa que desde o dia 18 de outubro do ano passado passou a ser obrigatório para os associados o pagamento de uma “contribuição trimestral” de R$ 90.

R$ 90 por trimestre, R$ 30 por mês, R$ 1 por dia… pelo visto, já ficou salgado para defender a causa.

‘Direita tem suas maçãs podres’… rsrsrs

Marcelo Hermes Lima não poupou adjetivos para se despedir dos desistentes, e teve até um pleonasmo: “esse povo quer que o Estado pague as nossas contas? Ou será a vovozinha? Ainda bem que esses egoístas, pão-duros, são menos de 5% dos associados. A direita tem suas maçãs podres – ou mimadas!”.

E desejou sorte: “que sejam engolidos pela esquerda, merecem!”.

É como já dizia um outro compatriota amante do laissez-faire: “brasileiro vai valorizar liberalismo quando ficar rico”.

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