Januário Paludo: tá lá mais um corpo estendido no chão

Januário Paludo: tá lá mais um corpo estendido no chão

Como diria um outro Januário, o ex-locutor Januário de Oliveira, “tá lá, tá lá um corpo estendido no chão”. Mais um da Lava Jato. Trata-se de Januário Paludo, o procurador da task force a quem o “doleiro dos doleiros” Dario Messer afirma, em diálogo com a namorada interceptado pela Polícia Federal, que pagou propina em troca de proteção, conforme relevou reportagem do UOL publicada na madrugada deste sábado, 30 de novembro.

“De Taboca à Rancharia, de Salgueiro a Bodocó, Januário é o maior!”, já cantava Gonzagão no forró em que dizia de si próprio que, “dispois que esse fi de Januário vortô do sul”, “enricou! Tá rico!”.

Graças à Vaza Jato, “Filhos de Januário” é o nome do mais famoso grupo de Whatsapp do Brasil, o dos procuradores do Ministério Público Federal do Paraná. Graças à Vaza Jato, comprovou-se que, além da famiglia Bolsonaro, a famiglia Paludo, por assim dizer, foi outra que trabalhou diligentemente pela construção deste “Novo Brasil” infernal. E não estamos falando da comida a quilo gourmet que é a must da classe média alta de Niterói.

‘Respeita os oito baixo do teu pai!’

A task force da Lava Jato no Paraná divulgou nota na madrugada deste sábado, logo após a publicação da reportagem do UOL, no melhor estilo “respeita os oito baixo do teu pai”, dizendo que “os procuradores da força-tarefa reiteram a plena confiança no trabalho do procurador Januário Paludo, pessoa com extenso rol de serviços prestados à sociedade e respeitada no Ministério Público pela seriedade, profissionalismo e experiência”.

Quando Marisa Letícia morreu, disse Januário aos seus filhos, no Whatsapp, do alto de sua seriedade: “estão eliminando testemunhas”. Quando morreu Vavá, irmão de Lula, e Lula foi impedido de ir ao enterro, Januário, com todo seu profissionalismo, explicou à família Paludo: “o safado só queria viajar”.

Quando a BBC perguntou ao chefe da task force sobre estas mensagens, sobre a maneira como Paludo se referiu a Luiz (o Inácio, não o Gonzaga), Dallagnol, “fi de Januário”, exigiu, afinal, respeito a Januário, não porque o fole de Januário tem oito baixos e ele toca em todos eles, mas sim porque Januário “já adotou umas três ou quatro crianças”.

E Flordelis, que adotou 51?

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