‘Turismo é o novo petróleo’ diz Witzel no dia em que manchas de óleo chegaram ao Rio

‘Turismo é o novo petróleo’ diz Witzel no dia em que manchas de óleo chegaram ao Rio

Desde Lima, no Peru, onde assistiu à final da Libertadores entre Flamengo e River Plate, o governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afirmou neste sábado, 23, no Twitter, que “o turismo é o novo petróleo”.

Também neste sábado, a Marinha, a ANP e o Ibama informaram que as manchas de petróleo que emporcalham o litoral do Nordeste e que já haviam chegado ao Espírito Santo começaram também a dar nas praias do estado do Rio de Janeiro.

As manchas e os mantras

Em vídeo publicado na conta oficial de Wilson Witzel no Twitter, o governador aparece reunido “com operadores turísticos aqui do Peru”. Disse Witzel, lembrando seu agora desafeto Jair Bolsonaro na intenção de fazer da baía de Angra dos Reis, que é uma unidade de conservação de proteção integral, “um balneário repleto de resorts inspirado em Cancún”:

“Eles me contaram que um milhão de peruanos viajam para o Caribe, República Dominicana, e só 25 mil para o nosso estado do Rio de Janeiro, o que é muito pouco. Nós vamos virar esse jogo!”.

“O turismo é o novo petróleo do Rio” tem sido uma espécie de mantra repetido em diversas ocasiões pelo governador do Rio desde antes de sua posse, a exemplo de “mirar na cabecinha e… fogo”.

Fetichismo e dependência

Em outubro, Wilson Witzel disse que pretende construir um tal “Rock In Rio Maraey Resort” numa área de proteção ambiental em Maricá. Anunciou também, o governador do Rio, planos para um parque da Disney no Rio, no que foi imediatamente desmentido por Mickey, Donald e, claro, Zé Carioca.

Para quem quiser saber mais sobre mantras como “vocação para o turismo”, “abençoado por Deus e bonito por natureza”, e que tais, Come Ananás recomenda o livro “A produção do turismo: fetichismo e dependência”, do professor de Economia da Universidade de Santa Catarina Helton Ricardo Ouriques, um dos maiores pesquisadores do turismo no Brasil.

O último capítulo do livro se chama “Brasil: de colônia de exploração à colônia de férias”.

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