Ainda ontem, terça-feira, 29, os admiradores da obra do cartunista argentino Quino desejavam “Feliz cumple” à Mafalda.

É que nesta terça fez 56 anos do aparecimento da primeira tirinha de la pequeña de ideas progresistas, conforme Come Ananás registrou.

Hoje, quarta, 30, dizem adeus ao mestre.

É que, aos 88 anos, Quino se foi.

Quino nasceu e morreu em Mendoza, na Argentina. Voltou para lá, depois de ganhar o mundo (suas tirinhas são as que mais já foram traduzidas da língua espanhola), há três anos, depois da morte de sua esposa. A imprensa argentina informa que Quino havia sofrido um AVC dias atrás, mas a causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada pela família.

“Quino morreu. Todas as pessoas boas do país e do mundo ficarão de luto por ele”, escreveu no Twitter o editor Daniel Divinsky.

Não está literalmente no gibi o que tem de gente ruim, bolsonarista, que faz fila para uma foto com a estátua da Mafalda, nas esquinas das ruas Chile e Defensa, em Buenos Aires, ignorantes de que posam para o “Insta” com uma pequena grande “comunista”.

Potentes, prepotentes e impotentes

Mas, só por um momento, esqueça a Mafalda. Uma das tantas charges e tirinhas do Quino sem sua filha dileta é terrivelmente adequada a estes tempos, e está num livro do Quino de título idem: “Potentes, prepotentes e impotentes”.

Esta:

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