Foto de Bryan Angelo no Unsplash.

A Amazon informou nesta quinta-feira, 1º de outubro, que 19.816 dos seus 1,3 milhão de “colaboradores” nos EUA afinal não colaboraram e contraíram a Covid-19.

A Amazon considera o número joia, porque a taxa de contaminação pelo novo coronavírus entre seus funcionários é menor do que a da população dos EUA.

Dúvidas sobre como é possível uma empresa querer comparar a taxa de doentes em seus armazéns com a taxa de doentes da população em geral do terceiro país mais populoso do mundo, por favor, cartas para o SAC.

(Dúvidas sobre monopólios, sobre como foi possível que este mundo se configurasse tão desgraçadamente a ponto de uma única companhia ter 1,3 milhão de funcionários em um único país, por favor, cartas para Vladimir Ulianov).

Em março, início da pandemia, cerca de 100 trabalhadores de um depósito da Amazon em Nova York cruzaram os braços exigindo que o local fosse fechado para higienização depois que um colega testou positivo para Covid-19.

A Amazon demitiu o líder da greve dizendo que, sabe como é, organizando greve ele “violou as diretrizes da empresa de distanciamento social”.

Custa R$ 11,61 (e sessenta e um!) na Amazon Brasil o e-book “Coronavírus: o trabalho sob fogo cruzado”, do professor Ricardo Antunes, sobre “o que se pode esperar em relação ao presente e ao futuro do trabalho nesta era trágica do capital pandêmico”.

Sobre a divulgação, nesta quinta, do número de seus “colaboradores” que já se contaminaram, a Amazon disse que fez isso na esperança de que outras empresas façam o mesmo, porque “esta não é uma arena onde as empresas devem competir”.

Of course not.

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