Sanções de Trump podem ser causa primeira de petróleo no Nordeste

Sanções de Trump podem ser causa primeira de petróleo no Nordeste
Foto: Marcos Rodrigues/ secom

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu ajuda aos EUA para identificar a origem do petróleo que apareceu no litoral do Nordeste, mas a causa primeira de mais este desastre ambiental pode estar é em terra firme, e precisamente em Washington DC.

Em reportagem publicada nesta terça-feira, 8, a Bloomberg mostra que as importações de petróleo pela China provenientes de transferências de navio para navio (ship-to-ship, no jargão do setor) triplicaram em setembro em relação a agosto, para 910 mil toneladas, indicando estratagema dos chineses para mascarar a compra de Petróleo de países injusta e hipocritamente sancionados pelos EUA, como Venezuela e Irã.

Ao que tudo indica, os chineses redobraram esforços para comprar petróleo “clandestinamente” de países sancionados por Washington porque pela primeira vez Pequim taxou o petróleo americano, com tarifas de importação em vigor desde o dia 1º de setembro, numa resposta do governo chinês à insana guerra comercial desencadeada por Donald Trump.

Em relatório divulgado também nesta terça, a Petrobras afirma que a análise de 23 amostras do petróleo que apareceu no Nordeste “tem as mesmas características do petróleo venezuelano”, e que a hipótese mais provável para o que aconteceu é a de acidente na transferência de petróleo ship-to-ship. Além disso, as primeiras manchas de petróleo aparecem nas praias do Nordeste precisamente no início do mês passado.

A maioria das transferências de petróleo de navio para navio que a China fez em setembro aconteceram no próprio Mar da China. Outra parte foi feita no Estreito de Malaca, na península da Malásia. Oficialmente, a fim de driblar as sanções dos EUA, a China triplicou o volume de suas importações de petróleo malaio.

Mas o diretor do Programa de Energia da China no Instituto de Estudos Energéticos de Oxford, Michal Meidan, disse assim à Bloomberg: “eu acho que é altamente provável que esses volumes transferidos ship-to-ship e de petróleo da Malásia sejam na verdade petróleo iraniano ou venezuelano”.

Uma transferência clandestina no Caribe para mascarar compra de petróleo venezuelano explicaria o fato de que nenhum país ou empresa reportou algum acidente.

Bolsonaro pode escrever com óleo preto na areia, pra onda do mar não apagar: “Trump, I love you”.

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