Paraisópolis terá ‘mutirão de empreendedorismo’. Agora vai…

Paraisópolis terá ‘mutirão de empreendedorismo’. Agora vai…
Secretários do estado de SP chegam em Paraisópolis para encontro com representantes da favela.

O governo João Dória em São Paulo vai desembarcar nesta quinta-feira, 16, com um “mutirão de empreendedorismo” em Paraisópolis, onde há um mês e meio, no início de dezembro, nove jovens morreram quando a PM do estado – “estado de respeito” – desembarcou na favela com uma “Operação Pancadão”.

No fim do ano passado, a título de resposta do governo de São Paulo ao massacre, Dória anunciou o “Projeto Comunidades” para Paraisópolis: no “grande pacote de obras e serviços” estimado em R$ 250 milhões, estava previsto, por exemplo, a construção de três novas creches; reforma das três escolas estaduais da favela; expansão de programas sociais; criação de centro de referência de apoio a vítimas de violência; mais pediatras e enfermeiros para o AMA (Assistência Médica Ambulatorial) local; obras de urbanização, etc, etc, etc.

“É um projeto amplo, audacioso e, sim, uma resposta do governo aos anseios da sociedade civil”, disse Dória, há poucas semanas, prometendo o início das ações para o início de 2020.

Pois nesta quinta desses inícios de 2020 o “mutirão de empreendedorismo” chega em Paraisópolis como “ação do Projeto Comunidades”. A secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patricia Ellen, disse que o objetivo é “dar condições de trabalho para todos”, porque “estamos no estado mais empreendedor do Brasil”.

Empreenda Rappi, ou melhor, Rápido

No primeiro Empreenda Rappi, ou melhor, Empreenda Rápido – “programa para capacitar empreendedores” do governo de São Paulo – em Paraisópolis, vai ter Sebrae; “atendimento de instituições financeiras privadas”; palestras sobre “gestão e relacionamento com o cliente”; e balcão de abertura de cadastro de Microempreendedor Individual (MEI).

Vai ter também posto de atendimento do Banco do Povo, para quem precisa de crédito, para dar crédito a quem precisa em até 48 horas. Mas só vai ter chance de crédito o morador de Paraisópolis que não estiver com o nome no Serasa.

Uma pesquisa do próprio Serasa feita anos atrás mostrou que um em cada três moradores de Paraisópolis estava com as contas no vermelho, com a corda no pescoço. Eram principalmente jovens e… pequenos empreendedores que “perderam o controle dos gastos”.

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