Altair Reinehr em frente à casa onde Hitler nasceu (Reprodução).

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Em 2012 o professor de História aposentado Altair Reinehr, de posições nazistas e pai da governadora interina de Santa Catarina, Daniela Reinehr, publicou suas “lembranças da Alemanha”; de uma viagem “para integração, estudos e pesquisas” que fez com um grupo de 80 teuto-brasileiros à Alemanha, Áustria e Polônia.

Selecionamos quatro trechos do diário, começando depois de uma refeição com café e torta de maçã na cidade de Limburg:

“Após aquela ‘merenda da meia tarde’, fomos a uma festa – a uns duzentos metros de onde nos encontrávamos – onde, entre outros atrativos, havia uma enorme feira. Utensílios domésticos, aparelhos eletrônicos, confecções, T-shirts com inscrições variadas e até indicadas na hora pelos interessados, era produzidos na hora e comercializados. Chamou-me especial atenção o fato de a maioria (…80%…) daqueles vendedores terem sido pessoas morenas e morenonas, que se expressavam num péssimo alemão. Isso não me deixava dúvidas de que não eram alemães. De fato, tive a informação de que se tratava de africanos e asiáticos, que – alguns até já moravam na Alemanha – mas a maioria eram ‘…comerciantes…’ (…!!!), que por ocasião de feiras se deslocavam para cá e para lá, vendendo suas quinquilharias e assim ganhavam um pouco de dinheiro para poderem levar uma vida um pouco menos miserável em seus países de origem. ‘Estes ao menos trabalham e não nos roubam…’ – disse-me o meu anfitrião. Comprei algumas peças com inscrições bem sugestivas para os meus familiares, especialmente lembranças para os netos”.

“Ainda na noite de 7 de setembro, comentamos bastante os meios de transporte na Alemanha e a minha atual viagem pelo país. Herr Maiwald observou que eu estava tendo muita sorte com os trens, que até agora sempre foram pontuais. ‘Mas na Alemanha tudo é muito pontual, inclusive os trens’ – observei. Meu anfitrião, balançando a cabeça de forma pensativa, esclareceu: ‘Aqui na Alemanha e na Comunidade Europeia como um todo, estamos nos deparando com um crescente problema. Para cá vem muita gente da Ásia Central e da África, sem habilitação profissional, dizem-se ‘perseguidos políticos’, e nós temos de acolhê-los. Aqui vivem, moram, comem às nossas custas e nos dois primeiros anos estes ‘Scheinasylanten’ (= pseudoexilados) não podem trabalhar. As fronteiras estão abertas, sem controle algum, o que facilita a locomoção dos habitantes desses países, mas também viabiliza a entrada de tudo quanto é tipo de marginal. E as ‘aprontadas…’ (…sabotagens…) já fazem parte do nosso quotidiano. E os trens são alvos preferidos. A nossa tradicional pontualidade alemã – por causa desses sabotadores – já não é mais sempre assegurada…!’ A la pucha – pensei cá com os meus botões… – viva a ‘…liberdade…, a igualdade e a democracia…!’ E viva ‘a vagabundagem, a irresponsabilidade, a total falta de vergonha na cara e os …direitos humanos…, tudo às custas de quem trabalha e paga impostos’. E o meu colega ainda acrescentou, dizendo que estes pseudoexilados já têm proporcionado problemas à CE – e à Comunidade Alemã de modo especial. ‘Não sei onde isso irá parar’, finalizou”.

“Conversamos sobre um tema, que nos dias anteriores eu ouvira muito e durante aquele dia, também: ‘Comunidade Europeia!’ Pois a tal CE não é lá tão bem vista na Europa como à primeira vista nos parece… Até onde me foi possível ver – segundo alemães, austríacos e franceses – há mais ‘contras’ do que ‘prós…’. Antes da oficialização da CE, contavam-nos das vantagens, dum intercâmbio mais facilitado, de maior liberdade de locomoção… O que ninguém falou e ninguém pensou, era que, com fronteiras abertas, sem Polícia nas fronteiras, sem controle algum, a passagem para bandidos e pseudoexilados também estava viabilizada. E com algumas ‘…leis da CE…’, bandidos, vagabundos e outros parasitas podem vir aqui fazer e desfazer, deitar e rolar e são bem protegidos pelas ‘..novas leis…!’ E tudo às custas dos trabalhadores e pagadores de impostos, dizem eles”.

“A casa, onde Hitler nasceu, localiza-se numa esquina duma ampla avenida, no centro de Braunau. Tem três andares e não está aberta à visitação. Em frente à casa há uma enorme pedra, onde, de um lado lê-se: ‘Stein aus dem Konzentrationslager Mauthausen’ (Pedra do campo de concentração de Mauthausen). Do outro lado há a inscrição: ‘Für Frieden, Freiheit und Demokratie. Nie wieder Faschismus. Millionen Tote Mahnan’. (= ‘Para a paz, liberdade e democracia. Nunca mais fascismo. Milhões de mortos advertem’. ) Não é mencionado o nome do ‘Adolf…!’ Por que será…?!”.

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