Claudio Castro (Foto: Elilane Carvalho).

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O governador em exercício do Rio de Janeiro, Claudio Castro, comandante da Polícia Militar do estado, soltou a seguinte nota sobre os assassinatos das meninas Emily e Rebeca em Duque de Caxias, cometidos, segundo testemunhas, pela PM:

“A dor das famílias que perderam seus entes queridos é irreparável. Duas crianças na porta de casa e um policial exercendo sua missão. Desde as primeiras horas, a Polícia Civil realiza as investigações, e nós daremos uma resposta à sociedade. Minha solidariedade e orações”.

É mais provável que Claudio Castro tenha se referido a um policial morto em serviço e tenha tentando equiparar o significado dos assassinatos, é menos provável que Claudio Castro tenha feito a referência no singular, “um policial”, porque já sabe o nome do assassino – das meninas.

É a dubiedade que se tem, quem sabe deliberadamente, quando um governador de estado se manifesta sobre os assassinatos de duas crianças pela sua polícia via fio do Twitter.

De uma maneira ou de outra, é insólito, é um escárnio, porque a morte de agente do Estado em serviço não se compara em sentido e significado ao assassinato de duas meninas por agentes a serviço do Estado, do estado do Rio de Janeiro.

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