O deputado Marian Kotleba, 43 anos, líder de um partido de extrema-direita que tem 14 assentos no Parlamento da Eslováquia, foi condenado nesta segunda-feira, 12, a quatro anos de prisão por “referências racistas intencionais”.

Kotleba promoveu um evento para comemorar a instalação da Primeira República Eslovaca (1939-1945), Estado fantoche da Alemanha nazista que ajudou e enviar milhares de judeus eslovacos para campos de concentração. No dia do evento, Kotleba distribuiu cheques de 1488 euros a famílias pobres.

O número 1488 é um símbolo de supremacistas brancos, cheio de referências matemáticas a slogans nazistas e ao livro de Hitler, “Minha luta”.

No Brasil, só em maio deste ano a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República publicou no Twitter uma mensagem com referência ao lema do campo de concentração nazista de Auschwitz, “O trabalho liberta”, e o próprio presidente da República, em uma live, fez questão de beber um copo de leite puro, símbolo nazista de supremacia racial.

Marian Kotleba não vai imediatamente para o xadrez, porque ainda pode recorrer à Suprema Corte.

O Partido do Povo, de Kotleba, conquistou 8% dos votos nas últimas eleições parlamentares na Eslováquia, em fevereiro. Kotleba e seu Partido do Povo defendem uma Eslováquia para os “eslovacos decentes”.

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