A notícia está prestes. Receba o boletim.

Se faltava uma razão “técnica”, por assim dizer, para a divisão internacional da vacina contra a covid-19 espelhar a hierarquia da divisão internacional do trabalho, não falta mais.

É que, conforme adianta uma agência internacional de notícias, quando a vacina sair, três bilhões das 7,8 bilhões de pessoas que existem no mundo podem ficar sem ela porque vai faltar… freezer.

A vacina da Pfizer, por exemplo, que é uma das mais adiantadas, requer resfriamento de até 70 graus Celsius negativos para transporte e armazenamento, e muitos países não têm os equipamentos de refrigeração necessários, em qualidade e quantidade, para sustentar um programa de vacinação em massa contra a covid-19.

Muitos países mesmo. Adivinhe quais?

A maior parte da Ásia Central, grande parte da Índia e do Sudeste Asiático, regiões da América Latina e quase toda a África.

Exemplo: Burkina Faso, que tem 20 milhões de habitantes, hoje não teria condições de receber sequer um milhão de doses da vacina da Pfizer.

Além disso, uma projeção feita pela transnacional de logística DHL mostra que serão necessários 15 mil voos com aviões adequados e equipados com superrefrigeradores para fazer a distribuição da(s) vacina(s) contra a covid-19 sobretudo nos suis do mundo.

A OMS estima que essa operação de distribuição da vacina irá custar algo da ordem de R$ 40 bilhões. Para a empreitada a OMS tem em caixa, até agora, porém, 10% disso, ou US$ 4 bilhões. Trump parou de repassar a cota que cabe aos EUA de recursos para a OMS. Seu ventríloquo que (des)governa um certo país dos suis do mundo, imitou.

Adivinhe quem?

Dicas: nesse país o planejamento para uma futura vacinação em massa contra a covid-19 é uma incógnita; ninguém sabe como será, por exemplo, o transporte de uma futura vacina para regiões remotas desse país onde não eletricidade estável, onde brilha forte apenas a luz do sol escaldante; ninguém sabe o que está sendo feito, se algo está sendo feito, porque nesse país simplesmente não há comunicação entre o ministério da Saúde, sob gestão marcial, e a comunidade científica.

Deixe um comentário

Deixe um comentário