No início de abril deste ano relatou assim o repórter Gabriel Sabóia, no UOL, sobre uma figura de Brasília e da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro – muito mais de Brasília – que vai tentar a reeleição para a vereança nas eleições de novembro:

No último 26 de março, quando a Câmara do Rio já só fazia sessões virtuais, via Whatsapp, por causa da pandemia de covid-19, um dos participantes defendeu Jair Bolsonaro de críticas à postura do presidente da República ante o novo coronavírus feitas pelo vereador Tarcísio Motta (Psol).

“Pela ordem, em virtude da politização mentirosa do ocorrido país pelo piçóu [sic], desinformando e criando pânico à população”, disse no Whatsapp o pavão, ou melhor, o vereador misterioso.

Misterioso, porque nem seu nome aparecia para os demais nem ninguém conhecia o número de telefone usado na chamada em grupo.

O vereador Renato Cinco, também do Psol, perguntou quem era que estava falando.

Usando “um trocadilho de baixo calão” (palavras do repórter Gabriel Sabóia) o obscuro respondeu: “Renato Cinco, a colocação foi do Sr. Mário”.

Mário? Que Mário? Aquele que é vizinho do executor de Marielle Franco.

Santinho virtual do Mário para as eleições 2020.

É também aquele que em junho deste ano apareceu não atrás, mas dentro de um armário abandonado no meio da Avenida Paulista, provavelmente numa exortação simbólica para que Mário se libertasse, saísse logo de lá.

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