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Um decisão judicial de segunda instância tomada nesta quinta-feira, 22, na Califórnia, determinou que todos os motoristas que trabalham para a Uber sejam classificados pela empresa, afinal, como seus funcionários, em vez de “autônomos”.

“A decisão de hoje significa que se os eleitores não disserem ‘sim’ à Proposta 22 os motoristas de caronas serão impedidos de continuar a trabalhar como contratados independentes, deixando centenas de milhares de californianos sem trabalho e provavelmente fechando o serviço de caronas em grande parte do estado”, disse um representante da Uber, em chantagem didática para quem nutre ilusões sobre a “nova economia”.

A Proposta 22 é um projeto de lei patrocinado pela Uber e outras “empresas de carona” que visa dar, digamos, “segurança jurídica” à uberizacão das relações de trabalho, pelo menos na Califórnia.

A proposta, que será submetida aos eleitores do estado de lambuja na eleição geral do início de novembro, foi uma reação da Uber e afins a uma iniciativa de legisladores californianos para estabelecer uma remuneração mínima e mínimas condições salubres de trabalho para os chamados “motoristas de aplicativos”.

Em defesa encarniçada do seu “modelo de trabalho flexível”, a Uber e suas congêneres colocaram na praça uma campanha de US$ 200 milhões pelo “Sim” à Proposta 22. Trata-se de 10 vezes mais o que foi arrecadado pela campanha pelo “Não”.

A campanha pelo “Sim” tem direito a uma enxurrada diária de e-mails e mensagens de texto chantagistas para motoristas e usuários dos moderníssimos aplicativos cujos moderníssimos CEOs, quando acossados, ficam tão, tão parecidos, à luz da luta de classes, com os velhos magnatas das montadoras, indústria bélica, do tabaco, petróleo e gás.

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