Foto: Igor Santos.

As sanções dos EUA à Venezuela – e ao Irã também, aquelas anteriores ao atentado terrorista no aeroporto de Bagdá – resultaram numa frota de petroleiros fantasmas (navios-tanque que desligam seus transponders para não serem flagrados enchendo os cascos com petróleo arbitrariamente proibido por Washington) e fizeram disparar no mundo todo o número de transferência de petróleo ship-to-ship (de navio para navio, método mais arriscado, mas que vale o risco para disfarçar petróleo com “assinatura” sancionada).

É provável, e não é pouco, que navios fantasmas, piratas, e transferências ship-to-ship estejam na origem do vazamento de óleo que emporcalhou o litoral do nordeste – um desastre ambiental marinho sem precedentes no Brasil.

Leia aqui as seis matérias da série Vaza Óleo, sobre o desastre ambiental no Nordeste, publicada por Come Ananás no ano passado.

Bandeiras

É provável, e não é pouco, que se amanhã ou depois vier à tona a origem do pesadelo tão medonho do óleo do Nordeste, é provável que alguém chame os Caça-Fantasmas; que algum capitão – e não será o capitão caverna que governa o Brasil, com seus filhos caverninhas – seja enforcado numa bandeira corsária e que ninguém se lembre da inaceitável “indústria de sanções” do USA como causa primeira, origem desta e de outras desgraças pelo mundo.

Da mesma forma que agora, diante da tragédia com o avião ucraniano no Irã, todos cobram o estado da arte em matéria de sistemas de mísseis antibalísticos precisamente de um país ao qual a “comunidade internacional” já há décadas – via demagogia nuclear e todo tipo delas, as sanções – nega sistematicamente o direito de se defender.

Metade um grande rabo do USA

Pois a escalada das “tensões” EUA-Irã, desencadeada por um atentado terrorista coordenado do Salão Oval da Casa Branca, pelo próprio Francis Drake de topete laranja, já fez disparar, again, o custo dos seguros não apenas de “risco de guerra”, mas também o custo geral do frete petrolífero feito nos conformes, de modo que os fantasmas se divertem.

Não se espantam, portanto, se manchas de óleo vierem a dar na praia outra vez: metade um busto de um deus, o deus dinheiro, metade um grande rabo do USA.